O artigo de Sarah Luiza de Souza Moreira, Sheyla Saori e Emma Siliprandi foi publicado originalmente no Dossiê Feminismo rural frente ao Bolsonarismo publicado em março de 2025

Clique aqui para acessar o texto: https://doi.org/10.4000/13cfr

Este artigo analisa como os desmontes das políticas públicas ocorridos no governo de Jair Bolsonaro (2018-2022, Brasil) impactaram a vida das mulheres rurais; apresenta experiências locais de redes e movimentos feministas e agroecológicos que construíam estratégias de resistência durante aquele período; analisa como esses movimentos se organizaram no enfrentamento ao governo e, posteriormente, contribuindo para a reconstrução do país. Foram apresentados os casos da Rede Agroecológica de Mulheres Agricultoras e da Rede Sementes da Agroecologia, assim como as estratégias políticas da Marcha Mundial das Mulheres, do Grupo de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia, e da Marcha das Margaridas. O artigo conclui que, para além do processo de resistência, essas articulações foram fundamentais para reafirmar a centralidade das mulheres rurais como sujeitos políticos na reconstrução do país, em uma perspectiva popular e feminista.

Português / English / Français

Notas das autoras: CPDA/UFRRJ: Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade; Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (Brasil); SOF: Sempreviva Organização Feminista (Brasil); UNIA: Universidade Internacional da Andaluzia (Espanha).